Quarta-feira, Fevereiro 3

tired & unhappy

Don't get any big ideas they're not gonna happen,

canta o Thom Yorke. (Sempre que quero sair a horas nunca saio. Será sina?! Será que os nossos clientes estão noutro fuso horário? Será que se eu voltar a escrever foda-se aqui deixo de ter leitores? Deverei devolver as luvas que comprei para o Body Combat? Aceitam-se dicas desde que estas não incluam a palavra paciência ou sinónimos.)


Segunda-feira, Fevereiro 1

Frio

{.} sábado de manhã, quando o despertador tocou
{.} à chegada, com as serras ao fundo
{.} durante a caminhada ao fim da tarde
{.} à noite, antes do M. ter adormecido encostado a mim
{.} quase à meia-noite, quando vesti o pijama ao H.
(mesmo sabendo que ele já está a ficar demasiado crescido)
{.} domingo ao almoço, com a mesa cheia
{.} quando nos despedimos no antigo passeio verde
{.} em Abrantes

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{no rádio do carro}


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{na tv, em casa}




Terça-feira, Janeiro 26

Tips For Better Ideas


{via swissmiss} {via babeltower}

Who is who?

{Bad ass & Fat ass}

Sábado, Janeiro 23

dos sorrisos II

Não se apanham moscas com vinagre. É o que se diz.
Mas apanham-se com mel fora da validade. Apanham sim senhora.
E assim se passam os meus dias.

Quarta-feira, Janeiro 20

iJoão

{Nelson D'Aires/Kameraphoto}

O João vem no i, mesmo na capa, dentro de uma bolinha. Foi bom revê-lo ao pequeno almoço. A reportagem está aqui.

Sábado, Janeiro 16

A razão porque os Mac são tão giros e simples

“This was a very typical time. I was single. All you needed was a cup of tea, a light, and your stereo, you know, and that’s what I had.” Steve Jobs, at his home in 1982.

{via 2.2} {via apartmenttheraphy}

Três, a conta que Deus fez

Há roupa por toda a casa. Por lavar, nos cestos; por dobrar, nas cadeiras e estendida um pouco por toda a casa. A chuva bate-nos nas janelas e não nos atrevemos a pô-la na varanda. As janelas são milimetricamente abertas para a casa respirar e nos intervalos do Inverno para a gata ir à rua arejar e cheirar as flores desanrajadas nos vasos. A orquídea de interior está a morrer, a de exterior - sovada pela chuva e pelo vento - tem umas oito ou dez flores. Coisa curiosa e certa, o que é menos protegido torna-se mais forte mas inevitavelmente mais amargo.

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Sentes-te só mas nunca estás sozinha. Ouvi na televisão.
Na quinta-feira estive com a C. e gostei. Senti-me em casa. No fim da noite mandei-lhe almoço num tupperware da minha mãe por acreditar que no dia seguinte a comida lhe iria saber melhor e fazer o fim-de-semana chegar mais depressa.

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Não me abraçou nem beijou à chegada por causa dos herpes. Teimoso e torto. Tem barba, mistura-se mais na multidão e esconde-se e foge do que não quer dizer. Também anda à procura das pessoas a sério. Cansado dos clones telecomandados e repetitivos. Perdido no meio da gente.

Quarta-feira, Janeiro 13

(à parte)

Acho-te uma pessoa mesquinha e falsa e enganadora. Acho que te estás a cagar. Acho-te uma mentira pegada, um ser oco. Tens ciúmes, inveja e uma montanha de intenções mal-direccionadas e pseudo-conselhos zen. Vamos ser amigos? Então não me peças impossíveis. Falar é fácil e é com acções que se fodem os outros. Vezes incontáveis. O amor à bruta só resulta no cinema.


Segunda-feira, Janeiro 11

LX



{A dele é minha, as outras são dele.}

Quarta-feira, Janeiro 6

Cinzento

Tenho uma camisola cinzenta com um buraco comprada numa loja do chinês onde se fala castelhano. O que tem de melhor é que tanto vai a lavar com a roupa branca como com a escura.


Segunda-feira, Janeiro 4

2009 em 200 fotos


Created with flickr slideshow.

{Também podem ver aqui.}

Mais coisas novas

{Obrigada Keffa!}

Sábado, Janeiro 2

Bem-vindos a 2010!

O ano do futuro! Que seja risonho! :)


{Visitem aqui este gerador de resoluções. Torna tudo muito mais simples.}
_ via SwissMiss

Segunda-feira, Dezembro 28

Num ou noutro ramo da árvore de Natal ainda sobram pinhas de chocolate. Na sala há papéis das prendas que se embrulharam e das que se desembrulharam. Quase aos 30 anos continuo a receber pijamas aos bonecos e é a minha tia quem me abastece o stock de meias e cuecas. Houveram excessos, mas poucos, comparando com anos anteriores. A perdição foi uma caixa de bombons que acabou as festividades sem dono. Depois das viagens e das correrias tivemos um Domingo sossegado a ver TV e a brincar com as prendas. Hoje regressei ao trabalho com pouca vontade, por isso enchi-me de coisas novas.

{cachecol feito pela tia + fio + colete de malha + camisola meia manga}

{Onitsuka Tiger Seck Hi}

Quarta-feira, Dezembro 23

Véspera

Na véspera da véspera de Natal atrevi-me a sair à rua. As pessoas estão doidas nestes dias. Há gritos e discussões a altos decibéis, empuram-se pedintes e atropelam-se miúdos e graúdos. (Que Natal é este?) A mim só me faltavam as prendas pequenas, os miminhos a que a minha mãe nos habituou para além das prendas "principais" - meias aos bonecos, pantufas engraçadas, chocolates e carteirinhas para as moedas. Na loja de ligerie sou a única cliente-mulher. Homens de várias idades perdem-se em descrições do tamanho de maminhas e ancas das suas caras-metade. Pelo meio fui recebendo votos de Feliz Natal no telemóvel em formato de SMS e e-mail, todos ainda sem resposta. Comprei uma camisola e uma blusa super-retro para estrear dia 25 mas sinto-me vazia na mesma. Tenho as prendas quase todas por embrulhar. (Ainda ma falta comprar fita.)

Desejo a todos que passam por aqui um Feliz Natal.

Sexta-feira, Dezembro 18

Caranguejos

"Para onde vai a minha vida é coisa que eu quero lá saber. Ainda tenho o cheiro nos dedos duns caranguejos que comi quando era pequenino, a mil quilómetros do mar e daqui. É esse o curso que quero seguir, se for obrigado a escolher um. Ser como um cheiro que permanece, ligado a um momento que se esqueceu."


Miguel Esteves Cardoso, O Amor é Fodido

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Não me apetece devolver o livro à Biblioteca. Trago-o na mala todos dias e sonho com as mãos por onde já passou.

Segunda-feira, Dezembro 14

Das coisas

pensadas mas que não são ditas. Que se dizem sem pensar. Que se pensam sem fazer. Ando presa a este pensamento. Ando a (re)ler O Amor é Fodido com o título escondido das senhoras do café. Com medo do que possam pensar de mim. ("Não é medo, é receio.")


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Finjo ser quem era e estou mais descansada. A facilidade com que se deixam enganar e se fingem parvos ou ignorantes não deixa de me impressionar. É estonteante. Mas ninguém chega a mim e ando mais à solta. Sem suspeitas, nem suspeitos.
Preparo-me para ficar sozinha passando os dias que me restam sozinha. Fora da carrinha, de barriga vazia de tortellonnis. Séria. Pensado faz sentido, mas escrito parece a coisa mais parva de todos os tempos. Principalmente dos que estão para vir.

Segunda-feira, Dezembro 7

véspera de feriado

De calças largas e camisola de capuz não me distingo dos miúdos do liceu com quem me cruzo no passeio. Depois do almoço, ganhei coragem e não voltei a casa. Caminhei pela cidade de phones nos ouvidos e fingi que sou a criadora da banda sonora da minha vida. Comprei o Público - para parecer crescida - mas passo à frente as notícias que não me interessam. Já no café, da minha direita flutua um cheio a naftalina: três senhoras na casa dos setenta falam da horrível morte por linfoma de alguém conhecido. "O pior é a cadeira de rodas." Na rua há luzes de Natal apagadas.

Vou acabar de ler o jornal. A vida continua. Às 17h vou à estéticista. Mesmo no Inverno, tenho vergonha que me descubram pêlos por debaixo das calças.

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{22:03 _ adenda}

Ainda passeei pela Rua Direita e fui ao Terreiro conhecer a Biblioteca Municipal. Fiquei um bocadinho desiludida, mas tornei-me leitora porque ouvi o MEC a assobiar numa prateleira perto da janela. Resisti ao cheiro a castanhas assadas e senti-me viva com o vento a cortar-me a cara na caminhada de encontro ao Paulo.

{a ver o tempo passar _ a pose foi acidental}

Quinta-feira, Dezembro 3

365 = 1

Os dias iguais passam a correr. Já faz um ano que adivinhei o desfecho menos feliz de muitos destes dias. Há 365 dias que todas as horas parecem ser sempre a mesma, como num qualquer filme dos anos 80. Agarro-me ao ontem e fecho os olhos ao que se passa mesmo à minha frente. Nego-me a interpretações para me manter positiva - vou contra a minha natureza e continuo a saber que isto não vai acabar bem. Os minutos e milésimos de segundo vão-se arrastando na ilusão que serão diferentes e nada mais acontece, não há desenrolar só emaranhar. A mesquinhez tolda-me a capacidade de acreditar que sou eu quem pode fazer a diferença. Deixei-me enrolar.


Alguém que me diga onde me sentar e qual o botão que tenho que carregar, que eu sou nova nestas coisas de viver por vontade própria.