quarta-feira, junho 21

sábado, junho 17

Carlos - 1, Nuno - 2

Esta semana aconteceu muita coisa na Surphace. Para começar bem, na segunda-feira o Kató fez anos e, só por isso, teve direito a prenda. Os restantes tiveram direito a bolo.
Fora do mundo da ficção, o Kató chama-se Carlos e é o estafeta/faz-tudo da empresa. O jovem (23 anos) até está a aguentar bem a “pastilha”, tendo em conta os recordes dos seus dois antecessores.
A “festa” aconteceu na secretária do Costa num ambiente de secretismo, daí termos sussurrado (em vez de cantado) os “Parabéns a você”.








Na quarta-feira foi o último dia do (Nuno) Martins na Surphace. O Nuno partiu para um sitio melhor: o Ludus Group. Aqui deixo os meus desejos de boa sorte.
Foi com muita pena que o vimos partir, mas todos sabemos que mais cedo ou mais tarde teremos que nos separar. Esperemos que o motivo seja sempre a partida para um emprego (pura e simplesmente) melhor.
O Nuno também teve direito a prendas (haja dinheiro!), mas nós não vimos bolo nenhum. O que me pareceu muito injusto.










Para o gran finale, sexta-feira foi o último dia de sofrimento do Nuno Bernardo – AKA Nuno das Trancinhas, AKA Inspector Trancinhas. Felizmente para o Trancinhas, ele era apenas um estagiário. Digo felizmente porque ele só estava na empresa dois dias por semana e porque ele regressa à escola - AKA boa vida.
O que me voltou a parecer mal foi que este rapazinho também não trouxe bolo, ou qualquer outra iguaria. Nada! O jovem não nos deu nada! Mas também teve direito a prenda! O que vale é que foi uma prenda pequenina... Desta celebração não houve fotos devido à presença constante da chefia na empresa. No entanto, encontrei uma foto do estagiário nos nossos arquivos. Ela serve para ilustrar a boa peça que ele era. (Deixo o trocadilho “boa peça” para interpretação livre de cada um de vocês, passando assim a responsabilidade por aquilo que a frase possa querer insinuar).

quinta-feira, junho 8

Os professores são como os manjericos



A misturada é tal que até parece não fazer sentido, mas se tudo correr bem, no final do texto há-de fazer.
Esta noite no “Prazer dos diabos” um dos assuntos abordados foi a questão das agressões aos professores por parte dos alunos. E isso deixou-me a pensar no tempo em que eu ainda era aluna e nos professores que tive. Acabei por me lembrar de alguns honrados membros da FENPROF e sindicatos do género que não perdiam nada por levar uma ou outra lamparina.
A minha professora de matemática do liceu, que atirava apagadores; um professor que tive já no ensino superior e que gostava de “passar” a mão nas alunas ou a minha professora primaria que uma vez me deu um estalo como resposta à pergunta “Como é que se escreve uretra?”, são bons exemplos da mentalidade portuguesa: “Ah e tal, os professores sofrem muito com o stress e tal, os pais não dão educação aos miúdos... ela estava mesmo a pedi-las...” Ou seja, enquanto as lambadas foram distribuídas pelos “sôtores” tudo bem – nada de reportagens da RTP, mas quando a situação é a oposta, tudo mal.
Não me interpretem mal, eu acho esta situação horrível e incompreensível, mas talvez seja a vez dos professores provarem um pouco do seu próprio remédio.
E os alunos? Não têm stress? Passam doze ou dezassete anos a estudar só para saber preencher a papelada do Centro de Emprego e conseguir interpretar os classificados do Correio da Manhã. Isso não causa ansiedade? Irritação? Alguma raiva, até? E depois estuda-se na escola, no inglês, na informática e, para descontrair, ainda se inscrevem os putos na natação, no tênis e no karaté. Irritados, saturados? Não! É tudo para o bem das criancinhas, para elas não perderem tempo com coisas inapropriadas e fúteis como construir carros de rolamentos ou jogar ao bate pé, ou até mesmo a pensar ou a formar opiniões (Deus nos livre!); a decidir o que irão fazer quando crescerem, quando Portugal for populado apenas por médicos, advogados e bancários e todas as outras profissões forem hobbies destas pessoas que, por sua vez, também serão atletas de alta competição e representarão o país nas modalidades olímpicas ténis e natação; e serão filhos amados de pais orgulhosos da sua influência sobre os pequenos génios condutores de Audis e BMWs.
E fico por aqui, que é para não me pôr a falar da história do dia 6 do 6 de 2006 ser o dia da besta e etc. e tal. Até porque bestas há todos os dias.

Comprei um manjerico. Passei por uma bancada cheia deles e lembrei-me de quando os “cheirava” com as mãos em casa da minha tia e não consegui resistir. Assim como não resistiria a atirar um apagador à Prof. Custódia, caso a oportunidade surgisse de surpresa; juro que esta ânsia não está relacionada com facto dela me ter chumbado logo no 10º ano.