quinta-feira, abril 26

Primavera Real

Encontrei aqui (via Sencha) umas jarras fenomenais para guardar a Primavera e recordei Alberto Caeiro {*} como se tivéssemos coexistido (como se ele alguma vez tivesse sido real), como se alguma vez eu tivesse sido muito pequenina e ele muito velho, os dois a mastigar azedas no meio da erva alta sarapintada de amarelo.

----------

{*}
Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.



{*}
If when the Spring comes,

I already have been deceased,
The flowers will bloom the same way
And the trees will not be less green than they were the last Spring.
The reality doesn't need me.

----------

I've found here (via Sencha) somo great vases to store the Spring and I've remembered Alberto Caeiro {*} as if we had coexisted (as if he ever had been real), as if in some place in time I had been very small and he had been very old, both of us chewing flowers in the yellow mottled high grass.

3 comentários:

wednesday disse...

Conjução divinal! :)

Sara disse...

Obrigada!

Salamandra Pintarolas disse...

Concordo com a Wednesday: divinal!