segunda-feira, junho 18

“Como está? – Bem, e você? – Bem.”


Outro fim-de-semana passado (quase despercebido) em Castelo Branco. A viagem mensal é cada vez mais uma obrigação à qual não podemos fugir. A família é minha por afinidade e nunca me faz sentir parte dela. Lá sou sempre visita e há rotinas e horas para tudo.

O facto de eu não gostar da cidade (apesar de ter lá vivido durante cinco anos) não ajuda e a minha pouca dedicação à arte da hipocrisia ajuda ainda menos. O “como está? – Bem, e você? – Bem.” dá-me cabo dos nervos.

Da minha vida de estudante só me fazem falta os amigos e a casa velha na Avenida 1º Maio. Sou a primeira a admitir que a cidade melhorou muito nos últimos sete anos, apesar de ao Domingo continuar sem encontrar uma papelaria decente aberta.

À vinda para cá tivemos a companhia de nuvens em forma de patos e vimos o pôr-do-sol ao som dos Killers, vindo do ipod.

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2 dias = 3 coisas boas:
_ o reencontro de uma boa amiga;
_ a descoberta de um novo café com um ambiente tranquilo e empregados simpáticos;
_ o breve vislumbre de que o H. e o M. podem vir a ser homens bons, cultos e educados, contrariado as probabilidades e as conclusões (precipitadas, admito) tiradas nos últimos anos.

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De regresso a casa, li na Actual que a FNAC pensa abrir em Leiria uma das suas lojas. E com esta (pequena) boa notícia o fim-de-semana acaba bem.

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"How are you? - Fine, and you? - Fine."

Yet another weekend spent (almost disregarded) at Castelo Branco. The monthly trip is becoming an obligation that we can’t avoid. The family is mine by affinity and they never make me feel part of it. There, I’m always a guest and there are routines and hours for everything.

The fact that I don’t like the city (although I have lived there five years) doesn’t help and my lack of dedication to the art of hypocrisy helps even less. The "How are you? - Fine, and you? - Fine." annoys me.

From my student life I only miss the friends and my old house at Avenida 1º de Maio. I’m the first to admit that the city has improved a lot in the last seven years, although is still impossible to find a decent stationery store open on Sundays.

Returning home, we had the company of duck-a-like clouds and we watched the sunset to the sound of The Killers, coming from the ipod.

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2 days = 3 good things:
_ seeing a good friend;
_ the discovery of a new coffee with a quiet environment and likable employees;
_ the brief glimpse of H. and M. like good, cultured and educated men, the opposite of the probabilities and conclusions (precipitated, I admit) taken in the last years.

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At home, I read in Actual {a weekly magazine} that FNAC {+} is going to open one of its stores at Leiria. And with this (small) good news the weekend ends well.


{+} "The largest French retailer of cultural and consumer electronic products: books, CDs and DVDs, computer software and hardware, television sets, cameras, video-games, etc. The company offers a wide selection and higher-end consumer products positioning themselves above the discount retailers of such goods."

in Wikipedia

2 comentários:

wednesday disse...

POis eu na minha terrnha, vizinha de Castelo branco (Portalegre) vivi até aos 18 anos. Acho que está a melhorar a olhos vistos, claro que sem um monte de coisas que se podem fazer em Lisboa. Mas uma coisa que há de melhor é a qualidade de vida. É tudo feito sem as correrias do trânsito, dos transportes, das distâncias...

Laura disse...

Aquela não é a tua família! A família é um conjunto de pessoas com quem nos sentimos bem e nos identificamos ou inspiramos de alguma forma. E a nossa terra é aquela onde estão as pessoas com quem gostamos de estar...