domingo, agosto 5

Depois! {=} After!

{O simpático casal e ao fundo a serra}

Depois de os planos de uma semana passada em Barcelona saírem furados (por motivos que nos ultrapassaram), foi necessário arranjar um destino de férias alternativo o mais rapidamente possível. Já há algum tempo que falávamos em visitar a Serra do Soajo e foi assim que – mesmo depois de comprar o guia para Barcelona – concretizámos a viagem. Até porque era de aproveitar o facto de termos um catsitter reservado para estes dias.

Foi assim que partimos a bordo do sempre surpreendente AX com destino ao Alto Minho. A Serra do Soajo faz parte do sistema montanhoso (e consequentemente do Parque Natural) da Peneda-Gerês e é a sétima maior montanha de Portugal Continental.

Aqui os dias foram feitos de passeios pela aldeia, água fresca bebida da fonte para matar o calor, ar puro, comida caseira e muito sossego. Na rua ouviam-se os badalos das ovelhas e miúdos a jogar à bola e a correr com passos pesados - nada de ipods, telemóveis ou PlayStations portáteis. Nas horas de calor vimos a RTP2 e jogámos à bisca e quando voltávamos do passeio da tarde já a D.Luísa tinha passado pela casa, deixando para trás o aroma a lavanda das toalhas lavadas e um bolo acabado de fazer.

Assim, vagarosos, se passaram os dias e a vontade de voltar a casa era pouca.
Não há nada como as coisas simples.

{Um companheiro de almoço}

{A "nossa" casinha: Casa Riobom}



{A vista pelas janelas da frente: Espigueiros e casas em pedra}

{O Pelourinho, mesmo no centro da aldeia}

"A aldeia do Soajo está implantada numa das vertentes da Serra da Peneda, sobranceira ao Rio Lima. A sua história já vem de longe. Consta que terá sido fundada no século 1, mas só no século XVI lhe foi atribuída carta de foral. Desde a fundação da nacionalidade portuguesa que o seu povo goza de privilégios.
Quando outras localidades de Portugal invocavam a liderança espanhola, o Soajo reconhecia o rei de Portugal como legítimo e isso valeu-lhe vários direitos.

Os habitantes da região eram designados por monteiros, em virtude da sua Principal actividade ser a caça. Ursos, javalis, cabras-bravas, lobos e raposas eram espécie, capturadas. Chegou mesmo a ser instituída a montaria do Soajo, havendo ali representantes locais do clã da Montaria Real.

Consta que no reinado de D. Dinis os monteiros se terão queixado dos abusos de fidalgos, pelo que o monarca terá dado ordem para que estes não se demorassem ali mais do que "o tempo de esfriar um pão na ponta de uma lança". Há quem defenda que terá vindo daí a curiosa forma do pelourinho que se situa rio largo principal da aldeia. A coluna simboliza uma lança e a pedra um pão.

Em 1852, o Soajo viria a perder o direito a sede de concelho. Porém, não perdeu a sua peculiaridade. Ainda hoje as ruas são pavimentados com lajes de granito e as casas construíras com blocos de pedra.
"




{A eira dos espigueiros: os mais antigos foram construídos no século XVIII e muitos deles ainda estão a uso.}

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Agora toca a trabalhar!

{translation: soon}

4 comentários:

Salamandra Pintarolas disse...

Fiquei encantada!
E isto sim, são mesmo férias!

Anónimo disse...

Ainda bem que gostaram dos ares do campo e espero que tenham aproveitado bem.

Laura disse...

Belas férias! É mesmo muito bonito! Os Monteiros sabem receber bem os visitantes, não é ;) É boa gente...

Beijinhos

sonia disse...

que lindo!