terça-feira, agosto 28

O homem completo

"Eduardo Prado Coelho desaparece e não é substituído por ninguém. Nem em estilo e muito menos em capacidade de análise. Os novos cronistas (sobretudo no DN porque o Público tem sido mais realista) não sabem ver com o olhar parado. A análise transversal que lançava pontes não tem continuidade na pobreza estanque preocupada sobretudo em manter-se sincronizada com a agenda inútil das diferenças que melhor servem. O espaço todo que era dado ao leitor nas crónicas diárias não procurava meros prosélitos. É claro que EPC era sobretudo um homem do pensamento e menos limitado à «experiência solitária». Se pensarmos bem a morte de EPC é várias vezes triste."

Dito por um cavalheiro.

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