segunda-feira, dezembro 31

2008

está a chegar. 2007 acaba no começo de mais uma semana.
Desejo-te um ano de sonhos tornados realidade.
Faz uma lista para não deixares nada de importante esquecido a um canto.

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{The Science of Sleep}

domingo, dezembro 30

O Rapaz-Televisão

Não é mau, nem distraído, é electrónico. Isso não quer dizer que seja mais rápido ou hábil que os outros. Nem menos. Significa que tem olhos que brilham, porque do outro lado são lâmpadas e um cérebro que usa roldanas e rodas-dentadas e que por isso pensa melhor que os outros. O coração dele é um mecanismo como as caixas de música antigas, mas sem a bailarina. E só toca ás vezes. E às vezes toca demais e para o parar temos que o desligar, mas nunca na ficha, só no botão.

O rapaz-televisão passa muito tempo em stand-by - há muitas coisas que não interessam - é só uma luz lá ao fundo, mas está lá. Com coisas guardadas por dentro que não lembram a ninguém. Uma vida inteira de coisas. Às vezes duas.

ao Paulo

sexta-feira, dezembro 28

David Fonseca



Uma vez cruzei-me com ele no Continente, aqui em Leiria.
É engraçado saber que ele também gosta de passear em S. Pedro de Moel no Inverno. Bate o Continente aos pontos, isso garanto-vos.

Demasiados posts hoje? Não consigo dormir por causa das idas frequentes ao WC, desculpem.

Atiçar a cobra?!

Na TV a Hermione disse ao Harry Potter que parecia que ele estava a "atiçar a cobra". Ele disse que não deu conta. Não sei, mas isto não me parece finess, não senhora. Atiçar a cobra? Não, não, não... e isto não é para criancinhas?! Ui!

quinta-feira, dezembro 27

D.P. _ Depois das Pedras

Ambiência: No andar de cima o vizinho não para de arrastar cadeiras. Das duas uma: Ou está a tentar bater o recorde do Guinness como a pessoa que mais horas fez o jogo da cadeira ou passou o dia a comer e ficou com o rabo entalado na cadeira - fosga-se homem, vá dormir! Na televisão está a dar um dos filmes do Harry Potter. No sofá a Kika dorme e o Paulo continua com o suplício que é a ingestão de bolos e afins deixados para trás pelas visitas natalícias.

Eu? Estou constipada, claro! (Não sei como... não saio de casa há três dias!)
E não posso comer doces. E o meu xi-xi (ainda) é cor-de-laranja. E tenho dores de estômago provocadas pelos medicamentos que vão acabar de sarar o meu rim. E tenho que beber cinco litros de água por dia. E não durmo de noite, porque tenho que fazer xi-xi de duas em duas horas. E a minha toillete de hoje é uma camisa de dormir cinza-claro com riscas cinza-escuro e um roupão cor-de-rosa (é triste, mas é verdade, o que posso fazer?! A de ontem não foi melhor...). E preciso de cortar o cabelo. O Paulo acha que não, mas eu acho que sim e o David também. Com ou sem espirros e muco amarelo-esverdeado dependurado do nariz, amanhã será o dia. E não vai haver xi-xi que o impeça!

{Imagem retirada daqui.}

terça-feira, dezembro 25

Hoje foi Natal

Vesti roupa nova e não saí de casa. Houve prendas, beijos, comida caseira e muitas gargalhadas. A Cilene ficou doente. Falei ao telefone com o Henrique e o Miguel que me mandaram desenhos pelo tio. O meu pai não gostou do casaco que lhe dei. Comi mousse e fiquei maldisposta. A Esperança quase apareceu numa revista e a tia Teresa não parou quieta cinco minutos.

O Paulo chegou, calçou os chinelos novos, vestiu o pijama dos fantasmas e adormeceu no sofá.

segunda-feira, dezembro 24

De volta a casa

mesmo a tempo de desejar um Feliz Natal a todos:
FELIZ NATAL A TODOS. :)

quinta-feira, dezembro 20

Às minhas pedras



Toca a andar daqui para fora, fachavor!!!
E só mais uma coisinha... mas vocês são diamantes ou quê?!
É que a 3000 euros a operação... quase que dava para manter uma mina!

quarta-feira, dezembro 19

Hoje

Vou saber de certeza o quando e como.
Que tenho medo já é certo.

Mas o que me preocupa mesmo é não ter uma estrela mesmo grande na minha árvore de Natal.

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Ontem

Foi o jantar de Natal da Velvet. Fascinante. Houve Presépio e tudo.
Descobri a falta que sentia da Cátia e do Costa. Descobri que tinha saudades e não sabia.
Estamos presos uns aos outros e não damos conta.

sexta-feira, dezembro 14

Das perguntas

a que me ficou na memória foi a do Costa, porque não foi quando, nem como, nem porquê.

ele - Tens medo?
eu - Agora não, mas na altura vou ter.

Parecia conversa de crianças.

Núm3r0s


{+} 1 belo sol de fim de tarde a bater-me na cara
{+} 2 pedras no uréter
{+} 9 comprimidos diários
{+} 21 de Dezembro vou à faca
{+} 3500 euros - preço da ida à faca
{+} inumerável: o valor de uma vida (o valor da minha vida).
O valor do amor, carinho e apoio que tenho recebido de todos. Obrigada.

segunda-feira, dezembro 10

Dois - Um



Tenho um casaco novo e desisti dos ténis apertados.

Na sexta-feira sentei-me numa igreja e chorei até não poder mais. Um estranho abraçou-me e disse "Não chore. Conforme-se. Todos temos os nossos problemas e Deus há-de ajudá-la.". Pensei que estas coisas só aconteciam nos filmes.

Não me conformei, nem tive um súbito ataque de fé. Só precisava de estar sozinha. Não sei se "ir à faca" a acreditar em mim e no médico é suficiente, mas neste caso terá que ser.

O agnosticismo empírico é difícil. De escrever e de ser.

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Obrigada a todos pelos comentários positivos.
Algo que parecia não ser nada é afinal um problema grave no rim esquerdo, daí a urgência da operação.

quinta-feira, dezembro 6

A faca

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O atacador do pé direito estava desapertado. O ténis do pé esquerdo magoava-me (lavei-os na máquina e acho que encolheram). O casaco para a chuva está roçado e grande, por causa da dieta. Senti-me com dez anos. Curioso é que não me lembro de ter sido assim pequena, sem maminhas, como as meninas de 10 anos que se cruzavam comigo. Pensei se haveriam muitas mulheres de 27 anos a calçar ténis todos os dias (como eu) e no embaraço de parar no passeio para apertar os atacadores.

Apressei o passo, já estava em cima da hora. Pedi indicações a duas senhoras de meia idade que me ofereceram biscoitos - agradeci e recusei, por causa da dieta. Esperei numa sala bonita cheia de velhotes. Houve um que ao regressar para junto da mulher exclamou "Estou um jovem!", apesar de não conseguir vestir o sobretudo sozinho. Outra senhora observava-me persistentemente - descobri mais tarde que tinha a camisola do avesso.

Lá dentro, deitada na maca, senti-me doente. O radiologista confirmou. Estou doente. Tive frio e senti-me como a menina de dez anos que fui. A que tinha esquecido. Sozinha, à espera outra vez.

Ontem o médico disse-me baixinho "vai à faca". Será que é fria?

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