quinta-feira, janeiro 17

28

À noite, a caminho de casa, às vezes estou em Lisboa. Na Lisboa barulhenta, do Tejo leitoso e opaco, das ruas escuras, dos carros a alta velocidade que não param nas passadeiras. Na Lisboa das pessoas que são só vultos desfocados, encolhidos pela magia do frio e dos assaltos por esticão. E enquanto espero pelo 28, fico ansiosa pela manhã seguinte para acordar na outra Lisboa.

Em Leiria não há 28.

Sem comentários: