sexta-feira, julho 11

Não vou de manhã. Deram-me um comprimido e fico em observação.

O tratamento não me dá descanso de espírito nem abranda a preocupação. Automaticamente ela faz-me falta como se já me faltasse e fico frustada e zangada. Acho-me ridícula, parva, pessimista. Ela faz-me falta lá ao fundo, a encher a fotografia, a guardar a retaguarda. Descobri que nos hospitais não há milagres e ninguém me tira este medo. O medo de não poder ser feliz para sempre às vezes. O medo dos nadas.

1 comentário:

Salamandra Pintarolas disse...

Estou com a lagrimita no olho...
Bonitos sentimentos. Ajuda o optimismo. Sempre e em qq circunstância :)