segunda-feira, setembro 14

férias: dias 7 a 14

Depois de ter concluido que ficar de férias sozinha não era tão bom como eu imaginava e que não me apetecia fazer limpezas-gerais a armários, gavetas e gavetinhas, estava na altura de me pôr a caminho de algum lugar. Acabei por partir de Castelo Branco rumo a Lisboa na segunda-feira de manhã, onde pouco mais fiz que preguiçar mas com muito mais estilo. Refazer o percurso à beira Tejo de combóio estava nos meus planos há já algum tempo e foi com prazer que fiz grande parte da viagem colada a uma das janelas da carruagem-bar. (Estive lá tanto tempo que quando regressei ao meu lugar este já estava ocupado por outra passageira. Tive que lhe mostrar o bilhete e tudo. Estava incrédula, a senhora, e não lhe apetecia regressar ao lugar que lhe fora destinado porque viajava de costas. Eu quis lá saber. Também não gosto de viajar de costas - daí ter pedido um lugar virado para a frente.)


Em Lisboa acabei na Baixa, no Living Lounge Hostel, mais precisamente num dos beliches de cima de um quarto para quatro, ocupado também por uma coreana e duas francesas. Do hostel só recordo coisas boas e - depois de jantar com o Júlio - acabei a noite à conversa com uma norte-americana madura que planeava passear pelo Alentejo. Andei no Elevador de Santa Justa, li o Público no Carmo, comi empadas do Celeiro e dei passeios e voltinhas sem fim. Descobri que já me desabituei de Lisboa, das pessoas agarradas à carteira com unhas e dentes, sempre empilhadas umas em cima das outras. Também me cruzei com bastantes homens com piropos horríveis e tive alguma dificuldade em despistar pedintes. Comprei uma ou outra coisa, passei uma tarde num café a ler e regressei a casa (principalmente porque passados cinco anos a ser uma de dois, foi bastante difícil ser uma de uma, dormir sozinha e passar o dia a enviar e-mails por tudo e por nada).









Acabámos as minhas férias juntos por Sintra. A vila é linda. E cara. Dormimos num pequeno chalet na Estrada da Pena con um mix marado entre a vista para a serra e colchas tigress, que muito nos divertiu (eu ri-me durante pelo menos meia-hora.). A entrada para o Palácio e Parque da Pena custou tanto como o bilhete do intercidades entre Castelo Branco e Lisboa. E dentro do Palácio não podemos mexer em nada, nem fazer a sesta na cama da rainha, nem comer na cafetaria, porque uns folhados e duas bebidas custam tanto como a entrada no malfadado Palácio. Esquecendo este detalhe, aproveitámos ao máximo os nossos bilhetes e visitámos tudo o que tínhamos direito. A Pena é cara, mas única. (Dica: de manhã há menos gente.) Também visitámos o Castelo dos Mouros e ufa! ufa!. A vista é deslumbrante, mas levem calçado apropriado porque é sempre a subir e grande parte do percurso tem degraus.
No centro histórico da vila, recomendo vivamente a Tasca do Xico, não só pelos deliciosos pesticos (sim, a minha dieta também foi de férias por dois dias), mas também pelo ambiente e atendimento.










No regresso a casa adormeci no carro, como de costume. O sorrisinho do Paulo não é um um sorrisinho de olha-para-ela-a-dormir-tão-fofinha. Não senhora.

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Pelos entremeios dormi muito, li alguma coisa e vi a primeira e segunda séries completas de Mad Men. Sinto-me ligada à temática [Set in 1960s New York, the sexy, stylized and provocative AMC drama Mad Men follows the lives of the ruthlessly competitive men and women of Madison Avenue advertising, an ego-driven world where key players make an art of the sell.] e continuo intrigada com o personagem principal, Don Draper, interpretado por Jon Hamm. Aqui podem ver uma das cenas mais emblemáticas.

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E é tudo. daqui a pouco mais de sete horas regresso à Velvet. Boa noite princesa.

1 comentário:

Filipe disse...

heheheee no dia dos meus anos também fui a Sintra, sim o bilhete é caro mas vale bem a pena, é brutal, bem lindo :D.
beijinhos