sexta-feira, novembro 27

Reconheço-a no modo como entorto a boca para a limpar com o guardanapo. Sei de onde vem o gesto. Evito copiá-lo mas não consigo. E zango-me por ela me ter deixado para trás. Quem diz que o tempo cura mente.


Dr. João Abel apresenta

Anatomia de um Labbit



terça-feira, novembro 24

Da falta de sorrisos

Podia culpar a chegada do Inverno, a sonolência matinal, o amigo que está de partida ou o descontentamento que ultimamente tem arrendado grande parte da minha cabeça e metade do meu coração; mas a verdade é que não estou de sorriso rasgado na foto quotidiana porque não seria sincera. Não consigo rir a fingir. Só consigo desenhar o pequeno esgar simpático de alguém que vê uma pessoa conhecida do outro lado da rua, que frequentemente é capturado pela foto. Assim, sabem vocês e sei eu que se me ri naquele momento é porque estava sinceramente feliz. E um sorriso sincero vale tanto como uma lágrima verdadeira.


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Obrigada a todos pelos comentários e pelos elogios.

sexta-feira, novembro 20

quarta-feira, novembro 18

De todos estes dias





Ao rever as fotos (as minhas e as deles) e as conversas confirmo que estive sobretudo sozinha. Que me sinto sozinha. Que me apetece ser sozinha. Que passo pelos dias sozinha. Passamos pelos dias sozinhos e o resto pouco interessa. Uns safam-se, outros não.


quarta-feira, novembro 11

A outra face

Errei muitas vezes por pensamentos, palavras, actos e omissões; mas também já dei a outra face vezes a mais. Depois de quantas omissões conscientes é que se passa a dar o nome correcto à acção? Não fui feita para isto. Claramente não fui feita para isto das omissões e do bem maior. Principalmente quando o meu bem-estar é um mal menor. Trago um nó na garganta e não há quem mo desfaça. É assim que todos os dias desisto um bocadinho.

domingo, novembro 8

Cozido à portuguesa ao Domingo

Com ele cá sinto-me em casa. Somos mais do que dois e fazemos um trio fenomenal. A casa ganha alma. Não tem um quarto só dele, mas o escritório transforma-se: passa a ter uma cama, o tapete desalinhado, a janela sempre aberta, uma toalha nas costas da cadeira e a mochila encostada a um canto. A gaveta do fundo da cómoda branca guarda a almofada só dele e há um frasco de picante só para seu uso na prateleira das especiarias. Ele não tem um quarto, mas tem um lugar, um espaço. Com ele cá comemos mais vegetais e bebemos mais chá. Rimos mais e vimos menos televisão. Cantam-se cantigas sem nexo. Fazemos derrapagens em subidas e corremos à chuva. O tempo passa mais devagar e há lama pela casa. Hoje almoçámos cozido à portuguesa e não o trocava por nada.



quinta-feira, novembro 5

Ontem

fugi. Fugimos. Fomos reis por uma noite.

{Kings of Convenience @ Coliseu dos Recreios
_ o começo de um fabuloso encore}

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Parabéns P.

terça-feira, novembro 3

Velvet Home Bureau

Aqui pega-se ao trabalho de pijama às seis da matina. Era para ser às cinco, mas o sono levou a melhor. Bom dia.