sábado, fevereiro 27

Realidade Alternativa

Em Castelo Branco, com acesso à internet no pequeno iBook. Jantámos em família e depois estendemos roupa e varremos o chão. Estão crescidos mas parecem-me sempre pequenos, mesmo quando os comparo com meninos da mesma idade. O M. conta-me que fui eu quem o ajudou a deixar de pôr o dedo no nariz. O H. pergunta-me se é "isso" (desenhos vectoriais para posters) que faço o dia inteiro e se no meu trabalho "todos têm um computador" - parece incrédulo quando lhe digo que sim. Amanhã é Domingo e esqueço-me de todos os minutos de birras e má educação, dos pequenos e dos crescidos.

quarta-feira, fevereiro 24

Vi dois sacos de plástico a dançar com o vento. Corri atrás deles, apanhei-os e deitei-os no lixo. Será que a minha veia ecológica está a acabar com a poética?


segunda-feira, fevereiro 22

Always for you

{The Album Leaf _ descobertos hoje}

200 livros

mais coisa menos coisa, salvos das estantes da minha mãe. Há outros tantos por "escolher". Falta-nos o espaço para tantas estórias.


terça-feira, fevereiro 16

Muffins e passeios à chuva

Foram os muffins de chocolate que abriram as festividades. Feitos nas formas da minha mãe, depois de arrefecerem desapareceram numa questão de horas. Fomos ao cinema. De manhã comprámos uma revista com receitas de bolos e bolachas na feira de velharias e mexemos em livros, relógios e máquinas fotográficas. Emalámos xaropes e ben-u-rons juntamente com uma muda de roupa e partimos no autocarro com a nossa gripe rumo a uma Lisboa chuvosa e cinzenta. Sobretudo comemos. Chocolates da Hussel. Indiano no Bairro Alto. Chocolates da Casa Pereira - eram melhores. Andámos de metro. Subimos e descemos ruas e travessas. Fomos à Bertrand ver livros e à Fnac comprar CD's e jogos para a Wii. Vimos poucos namorados e poucos mascarados. Acabámos a noite a matar mutantes. Hoje espera-nos a roupa.



quarta-feira, fevereiro 10

Casa

Salvei a Alice no País das Maravilhas, o Doutor Jivago e o Miguel Strogoff. Também guardei o Papillon e muitas outras edições velhinhas de capa mole. Trouxe colchas, naperons, bordados e umas calças do meu pai. (O nosso T2 não tem espaço para os restos de tantas vidas.) Trouxe o Lulu - o meu coelho branco - e as caixas de folha da despensa. Vi a minha ama, que me reconheceu ao longe e chamou por mim e conversei conversas de crescidos com a minha tia. Confirmei que o meu pai e a minha mãe não vão voltar das férias e que há pessoas que não conheço que vão viver para a nossa casa.


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Faz-me falta a minha família de agora. Todos os dias espero a carrinha do Ulmar. Nunca mais me deram empadas.

quarta-feira, fevereiro 3

tired & unhappy

Don't get any big ideas they're not gonna happen,

canta o Thom Yorke. (Sempre que quero sair a horas nunca saio. Será sina?! Será que os nossos clientes estão noutro fuso horário? Será que se eu voltar a escrever foda-se aqui deixo de ter leitores? Deverei devolver as luvas que comprei para o Body Combat? Aceitam-se dicas desde que estas não incluam a palavra paciência ou sinónimos.)


segunda-feira, fevereiro 1

Frio

{.} sábado de manhã, quando o despertador tocou
{.} à chegada, com as serras ao fundo
{.} durante a caminhada ao fim da tarde
{.} à noite, antes do M. ter adormecido encostado a mim
{.} quase à meia-noite, quando vesti o pijama ao H.
(mesmo sabendo que ele já está a ficar demasiado crescido)
{.} domingo ao almoço, com a mesa cheia
{.} quando nos despedimos no antigo passeio verde
{.} em Abrantes

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{no rádio do carro}


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{na tv, em casa}